Home Provocações O PODER DA PALAVRA NA ERA DAS DIGITAIS E A NOBRE ARTE DA ARTICULAÇÃO POLÍTICA NA COMUNICAÇÃO.

O PODER DA PALAVRA NA ERA DAS DIGITAIS E A NOBRE ARTE DA ARTICULAÇÃO POLÍTICA NA COMUNICAÇÃO.

by angelo@prov_net*

Vivemos tempos estranhos e extremamente desafiadores para a humanidade, em que fatos concretos, como o aquecimento global e a tentativa de golpe que vivemos, são apontados por muitos como mentiras. A pandemia de COVID-19, que no Brasil deixou mais de setecentos mil mortos, mostrou mais uma vez a força da comunicação ao salvar vidas e destacar a importância da vacinação para vencer a doença. Outro exemplo do poder da comunicação é visto durante a campanha eleitoral, em que o combate às mentiras impulsionadas é feito diariamente. A comunicação também afeta o mercado financeiro, onde uma informação pode fazer uma ação subir ou despencar.

Tradicionalmente no Brasil, a comunicação pública não é valorizada pelo eleitor e contribuinte como deveria. A classe política, mesmo em tempos de redes sociais e inteligência artificial, tampouco valoriza a comunicação como devia, o que vai muito além de questões financeiras ou orçamentárias da pasta.

O PODER DA PALAVRA. Quando um grupo de comunicação como o de Angelo Net publica uma notícia, nota pública ou um editorial, seja qual for o tema, ele empresta a sua credibilidade — construída há mais de uma década de sangue, suor e lágrimas — aos seus patrocinadores e leitores, deixando claro que o assunto abordado é relevante para a sociedade.

A NOBRE ARTE DA ARTICULAÇÃO POLÍTICA. Comandar uma secretaria de comunicação em tempos tão duros, com o crescimento da inteligência artificial e das notícias falsas, é um grande desafio.

Assim como outras pastas, quem comanda a comunicação de um governo ocupa um cargo político e naturalmente deve ser cobrado. Contudo, ao contrário de secretarias de educação, saúde e infraestrutura, que entregam obras físicas como hospitais, escolas, pontes e estradas, a missão de quem comanda a comunicação pública é dar transparência à gestão, alertar sobre os perigos das mentiras disparadas nas redes sociais e fazer a articulação política para destacar os feitos do setor público perante a sociedade.

Para que tudo isso funcione a contento, é fundamental que exista uma articulação forte e leal com aqueles que fazem comunicação da forma mais democrática possível: sem privilégios e com o máximo respeito, não apenas aos leitores, ouvintes e seguidores desses meios, mas principalmente àqueles que exercem a nobre arte da comunicação.

O Blog do Provocador presta serviço aos seus leitores acima de tudo e, buscando qualificar e otimizar a produção de notícias diárias, tem feito grandes investimentos e pesquisas em inteligência artificial. Tendo a inovação como um de seus pilares fundamentais e graças a essa decisão corajosa de modernizar processos de edição e criação, o blog alcança resultados espetaculares, batendo recordes que muito orgulham esta rede de comunicação alternativa.

Um dos pilares deste grupo de comunicação alternativa é a defesa dos direitos humanos e da democracia. Não fechamos as portas para debater de forma franca, direta e justa com quem quer que seja; a única exigência ao abrir canais de diálogo e firmar parcerias é o mínimo de transparência.

Quem comanda a comunicação pública tem a obrigação de ter plena consciência de que as regras do jogo no setor público diferem do setor privado. Assim como ocorre com o eleitor, aqueles que prestam serviço para o setor público não devem ser tratados como bolas de vôlei — levando pancada de um lado para o outro e dando com a cara na porta —, o que acaba por prejudicar severamente o planejamento de investimentos.

Quem comanda o setor público deve ter plena consciência de que o poder é transitório e os ventos políticos mudam. Quem hoje é governo sabe o que é ser a oposição, papel que antes exercia com espaço amplo, não apenas para apontar falhas de gestores anteriores, mas para indicar caminhos de prosperidade para a cidade e para toda a região.

Este editorial é um chamado para um diálogo franco e direto com todos os comunicadores e com o setor público.

A comunicação merece respeito, afastando-se da velha politicagem do tapinha nas costas em favor da transparência, do compromisso, da responsabilidade e da previsibilidade.

Quem não serve para servir não serve para nada, e, assim como o silêncio, a palavra tem poder e merece respeito.

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