Em tempos de campanha eleitoral, assistimos a oposicionistas e governistas dispararem uma gigantesca metralhadora de promessas para todos os cantos, sonhando em conquistar o eleitor que, em outubro deste ano, irá depositar na urna a sua esperança em novos tempos de prosperidade.
O brasileiro educado em escola pública não tem acesso à educação financeira, algo fundamental em tempos de comércio digital, que, graças ao poder da publicidade, faz com que milhões de pessoas tenham a falsa sensação de ter o mundo na palma da mão. O endividamento das famílias brasileiras é um tema que sempre aparece em destaque nas eleições. Para resolver esse pepino, o governo federal criou o programa Desenrola, que, sem dúvida alguma, é um sucesso.
Outro tema que o querido leitor e eleitor deve estar de olho nesta disputa eleitoral é o endividamento do setor público.
Tradicionalmente, as campanhas eleitorais no Brasil são marcadas por muitas promessas, beijos, abraços e muitos tapinhas nas costas dados por típicos candidatos copa do mundo, aqueles que só aparecem para tomar café e apertar a mão de todos os eleitores, espalhando pelos quatro cantos que, quando conquistarem o poder graças à confiança popular, tudo será diferente e viveremos um novo tempo de prosperidade.
O eleitor deve ficar com os olhos abertos e extremamente atento a figuras garganteiras que prometem, mas não explicam como será feito o prazo para a execução concreta de cada projeto apresentado e, principalmente, quanto irá custar aos cofres públicos.
Governos estaduais e prefeituras não possuem uma máquina de fabricar dinheiro e não possuem uma casa da moeda para fabricarem o próprio dinheiro. A Lei de Responsabilidade Fiscal impõe limites na contratação de servidores.
É fundamental que a sociedade esteja atenta, pois, quando o candidato faz parte da oposição, ele pode prometer tudo sem dar explicações de onde irá buscar os recursos para suas promessas.
Com a aproximação de uma nova disputa eleitoral, é muito comum que gestores públicos completamente irresponsáveis e sem caráter, para atender interesses eleitoreiros, lentamente passem a inflar a máquina pública com contratações gordas.
O grande problema destes gastos irresponsáveis é o alto risco da máquina pública emperrar e a bomba fiscal estourar nas costas de servidores públicos, sejam eles contratados ou concursados, que dão o sangue para manter os serviços públicos em alto nível.
Vale lembrar que esse servidor, seja ele concursado ou contratado, também é um eleitor com voz ativa, e a irresponsabilidade desses gestores incompetentes acaba sendo percebida por outros setores do eleitorado com a queda na qualidade dos serviços públicos.
É fundamental que o contribuinte fique atento, pois o país é nosso e o poder passa em um piscar de olhos.
