Quem escreve este texto nesta coluna não é o blogueiro ou o analista político, é um jovem brasileiro que teve a honra e o orgulho de votar em Lula por três vezes e viu a estrela brasileira brilhar como nunca.
Pode parecer estranho chamar uma autoridade pública de “querido”, mas, pelos longos momentos em que a voz de Lula entra na minha casa, acho que posso chamá-lo de amigo. Sei que é quase impossível que ele leia este meu texto, mas, diante de tudo o que pude viver e aprender com ele nestes longos anos de caminhada, senti que precisava dar um abraço neste pernambucano para lá de teimoso, que, ao lado da minha transformação, acreditou em mim mais do que eu mesmo.
Querido Lula, sei que o aniversário é seu, mas peço licença para agradecer do fundo da minha alma por tudo o que você me ensinou durante esses anos de história.
Ver este senhor com alma de garoto e energia de menino, pulando e travando duras batalhas contra os inimigos do Brasil, me fazia pensar: se este simpático senhor, aos 81 anos, não jogou a toalha, por que eu teria o direito de jogar?
Sou muito mais jovem do que ele e muito do que conquistei na vida. Foi graças à coragem dele e da minha mãe; por isso, não tenho o direito de baixar a guarda e desistir.
Lula, muito obrigado por me mostrar um Nordeste tão rico e diverso, pelo qual sou apaixonado e tenho um orgulho gigantesco.
Obrigado por mostrar que pessoas como eu têm um lugar no mundo.
Seja feliz, querido Lula!