ELIMINAÇÃO DO BRASIL NA COPA DO MUNDO MOSTRA QUE O GLOBALIZADO MUNDO DA BOLA ROLA CADA VEZ MAIS RÁPIDO.

Mais uma eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo e o recado para a comunidade do futebol canarinho: o mundo gira e a bola rola cada vez mais rápido, dando oportunidade a equipes sem tradição, mas com um projeto esportivo desenvolvido. Mostrem ao mundo que todos podem vencer se forem aplicados em termos táticos, além de contar com o talento de grandes estrelas internacionais, como o artilheiro Erling Haaland, que mostrou seu poder de decisão mais uma vez.

AS 5 ESTRELAS NÃO JOGAM SOZINHAS.

Mesmo após uma dura e merecida derrota contra a Noruega, muitos torcedores brasileiros deixaram o estádio ostentando as 5 estrelas na camisa verde e amarela. É fato que a história não deve ser apagada e campeões devem ser reverenciados, mas, ao mesmo tempo, é fundamental que o futebol canarinho olhe para o futuro e tenha coragem para admitir erros cometidos há muitas décadas. O que assistimos nos confrontos nas últimas Copas do Mundo contra Bélgica, Croácia e Noruega é uma demonstração clara da gigantesca decadência tática e técnica do futebol brasileiro.

O grande problema do Brasil não é o Neymar, símbolo de uma geração fracassada, e sim a falha na formação de jogadores, que acontece na raiz do nosso futebol.

Enquanto Noruega e Marrocos criam projetos esportivos para o desenvolvimento de jovens jogadores, cada um respeitando a sua história e localização geográfica, o Brasil segue apostando na fabricação em série de jovens pontinhas ligeiras, exportadas para o futebol do Velho Continente a peso de ouro.

Enquanto isso, em outras posições fundamentais em um esporte em que a luta por espaço nas quatro linhas é crescente, o time brasileiro tem que ter um lateral extremamente limitado como Danilo como titular e capitão.

Na faixa central do gramado, onde a “Fúria” espanhola tem uma identidade técnica e modernização tática que valoriza a posse da bola, o Brasil escalou um jogador comum como Lucas Paquetá, porque a sua capacidade física é fundamental para auxiliar a defesa.

Sem dúvida alguma, a convocação do Brasil para este Mundial é uma das mais pobres em termos de criatividade. Não devemos ser saudosistas e sonhar com um novo Zico, mas colocar a nossa molecada da base para jogar em ambientes diferentes, praias e quadras de futsal, onde o espaço é menor que no gramado e o guri é desafiado a pensar rápido e tocar na bola por mais vezes. Isso estimula que os moleques tenham gosto pela magia da bola e pelo jogo coletivo.

O desafio daqueles que comandam os rumos da formação dos nossos jovens deve ser municiar os principais clubes com jovens talentos e não levantar taças.

Mas a verdade é que tudo isso é um sonho muito distante, pois os canalhas que comandam com punhos de ferro a CBF não estão interessados no futuro do futebol canarinho; eles utilizam a força e o comercial da camisa verde e amarela para faturar cada vez mais.

A geração de brasileiros que não tem o prazer de ver o Brasil conquistar o mundo mais uma vez deve aumentar nos próximos Mundiais.

Em um futebol cada vez mais globalizado e uma Copa do Mundo que marca uma mudança de craques geracionais, não podemos reclamar quando um guri que, no seu primeiro Mundial, assiste na TV a um camisa 10 decadente como Neymar, que, mesmo perdendo, escolhe bater boca com o goleiro rival, enquanto Erling Haaland balança a rede e mostra ao planeta bola mais uma vez seu poder de decisão. Torcer pela Noruega na próxima Copa.

O futebol brasileiro está em decadência.

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