Samba dos Índios comemora 85 anos de uma tradição que atravessa gerações em Cairu

Entre o som dos atabaques, o calor da fogueira e a força das tradições populares, Cairu viveu, neste último fim de semana, mais uma emocionante edição do Samba dos Índios, uma das mais autênticas expressões culturais do município-arquipélago. Este ano a celebração ganhou um significado ainda mais especial ao marcar os 85 anos da história dos caboclos Jupy e Necy, reunindo moradores e visitantes em um grande encontro de fé, ancestralidade e valorização das raízes culturais. Com o apoio da Prefeitura de Cairu, através da Secretaria da Cultura, a festa marcou a preservação deste rico patrimônio imaterial.

A tradição nasceu em 1941, quando o senhor Manoel Marques Ribeiro encontrou, na Fonte do Sul, as imagens em pedra-sabão de Jupy e Necy, após um sonho que se transformou em um dos maiores legados culturais de Cairu. Desde então, a celebração mantém vivos rituais, como a fogueira acesa por três dias, a partilha da feijoada e da dobradinha, o simbólico batismo dos estreantes com o tradicional “sangue dos índios” (preparado com aguardente e casca de jatobá) e o samba que une a comunidade em torno da memória e da identidade cairuense.

Atualmente conduzida por Hebert Suzart, escolhido pelo próprio Manoel Ribeiro para dar continuidade à missão, a festa segue renovando o orgulho e preservando suas origens ancestrais.

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