A eleição presidencial de 2026 deixa uma lição para todos os analistas políticos: uma disputa presidencial não pode ser analisada apenas no sentido matemático, pois o voto não é decidido apenas com a lógica; existem muitos outros elementos decisivos para definir o voto.
O Partido dos Trabalhadores, o maior partido da América Latina, convocou o Brasil profundo — um país em que as pesquisas eleitorais foram financiadas pela elite brasileira bolsonarista. Esse povo, que até a primeira eleição de Lula era escravizado e humilhado, no primeiro turno ficou em silêncio por não ver aquele velho Lula trabalhador da sua primeira eleição em 1989. Diante de um Lula muito mais ao centro, o povo não se empolgou para sair de casa e votar.
No segundo turno, ao sofrer um choque de realidade no qual a massa de jovens transformados pelos programas sociais dos governos petistas entendeu que não deseja apenas uma melhora de vida, mas também conquistar o poder e participar do governo, ficou claro que a campanha de Lula tinha que mudar.
O povo não queria o continuísmo acomodado defendido por Sidônio Palmeira, marqueteiro do PT que comandou a campanha do primeiro turno e que, de forma equivocada, deu um espaço gigantesco na campanha de Lula a figuras sem voto. No segundo turno, Lula e o PT partiram para cima, desmascarando completamente o programa de desgoverno liberal de extrema-direita bolsonarista e mostrando o passado sujo da família Bolsonaro.
Lula venceu e fez história mais uma vez por sua longa relação com o povo brasileiro, que atendeu ao chamado com um claro recado.
O mundo mudou e o povo deseja conquistar o poder real.
