Após assistir ao debate entre os candidatos à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, liberal de extrema-direita, e o petista Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa sua sétima eleição presidencial, essa pergunta é fundamental.
Buscando se colocar no lugar do eleitor indeciso que, a uma semana do domingo decisivo, ainda tem dúvidas sobre quem será seu escolhido, e considerando que esse eleitor fez a TV Bandeirantes liderar a audiência, segundo dados prévios, é preciso olhar para esse mesmo eleitor que vê nas redes sociais as ruas dos quatro cantos do Brasil cheias de militantes que, de forma livre e consciente, se manifestam, demonstrando a força de nossa jovem democracia.
É possível dizer algumas coisas sobre Lula: o Brasil viu na TV o mesmo sujeito de sempre, que não foi aquele craque com grandes arrancadas driblando o time rival, mas mostrou talento fazendo grandes jogadas, desafiando seu rival liberal de extrema-direita a explicar escândalos de corrupção, além de falar dos feitos gloriosos dos seus dois primeiros mandatos, que devem ser sempre exaltados, pois são fatos históricos que verdadeiramente transformaram o Brasil.
Além disso, Lula fez aquilo que os eleitores indecisos gostariam de fazer: perguntar diretamente a Flávio Bolsonaro, que, pela primeira vez, assumiu os erros trágicos do desgoverno do seu grande aliado Jair Bolsonaro, que resultaram em mais de 700 mil mortes. Quem sofrerá com os tão temidos cortes de gastos prometidos pelo candidato bolsonarista em um eventual governo liberal de extrema-direita?
Tão importante quanto apresentar propostas para um novo governo é plantar dúvidas na cabeça do eleitor indeciso sobre aquilo que o seu rival pode fazer e o quanto esse eleitor que ainda deseja ser conquistado pode perder.
Lula usou de sua experiência típica de um camisa 10 e plantou dúvidas nas cabeças dos indecisos, que vão dormir pensando nas perguntas feitas pelo candidato petista, que ficaram sem respostas.
