Estamos vivendo uma semana histórica para a política nacional, próximos de decidir o destino do Brasil para os próximos quatro longos e decisivos anos.
Com a disputa presidencial entre o petista Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, liberal de extrema-direita, caminhando para o segundo turno, a disputa legislativa ganha um peso gigantesco, pois, na eleição de 2026, o eleitor terá que eleger 513 deputados federais e a maioria do Senado, já que neste ano votamos em dois senadores em cada estado.
Por conta da força midiática da corrida presidencial, é natural que o eleitor brasileiro fique com os olhos atentos para a disputa que divide o país, mas isso não significa que não devemos olhar com lupa para a eleição parlamentar.
Nos bastidores do poder, a corrida para que lideranças comunitárias, vereadores, prefeitos e ex-prefeitos declarem apoio a candidatos a deputado federal e estadual é intensificada.
Aqueles que disputam essa eleição sentados em mandatos e possuem acesso às poderosas e gordas emendas parlamentares, sem dúvida alguma, possuem uma vantagem nesta complexa corrida eleitoral por já terem parcerias firmadas com outras figuras que fazem parte do tabuleiro do poder e, diferentemente de candidatos novatos, muitos já possuem uma longa lista de serviços prestados pelo Brasil afora.
Outros, mesmo sendo nomes jovens, contam com a força de sobrenomes de famílias tradicionais e poder econômico, apostando alto numa poderosa máquina financeira para conquistar votos.
Enquanto isso, outros apostam na força do trabalho, na marca dos serviços prestados à sociedade e na força do legado e da articulação política ao lado de outras grandes lideranças para conquistarem o poder democraticamente.
Nestes últimos dias de campanha, a correria entre os candidatos nos cantos mais distantes do Brasil é intensificada, e o leitor deve estar de olho nas diversas movimentações em busca dos votos.
O duelo entre o poder do dinheiro e a articulação política acontece agora; estamos de olho no voto.
