A política pernambucana está fervendo com as movimentações dos partidos montando as estratégias para as eleições de outubro deste ano.
Quem sacudiu a política pernambucana em uma semana marcada por uma operação policial envolvendo a poderosa família Bezerra Coelho, uma das mais poderosas da Região Nordeste.
MARÍLIA COLOCA JOÃO CAMPOS NA CONTRA PAREDE
Marília Arraes resolveu mostrar as garras no tabuleiro do poder e colocou seu bloco na rua assim que o tradicional Galo da Madrugada deixou as ruas do tradicional carnaval do Recife, espalhando aos quatro cantos de Pernambuco que será candidata ao senado pela oposição independente pelo PDT.
PDT VOLTA À CENA POLÍTICA EM PERNAMBUCO
Com a chegada de Marília, o PDT volta a ter uma figura com coragem para liderar a legenda e fazer um discurso claramente oposicionista e trabalhista, algo raro na política nacional. Marília é uma figura reconhecida nos quatro cantos do estado. Que possui forte ligação com diversas lideranças interioranas, algo fundamental para quem quer disputar uma cadeira no Senado Federal.
A pedetista é uma figura experiente que reforça sua aliança com o petista Lula, enquanto o socialista, ainda prefeito do Recife, João Campos, que ainda não confirmou sua candidatura ao governo do estado, segue sendo bajulado por diversas lideranças e, nas pesquisas eleitorais, começa a perder a gordura acumulada.
Circula nos bastidores do poder que um dos escolhidos por João Campos para compor a disputa para o Senado será o jovem Miguel Coelho, que já deixou claro publicamente que será candidato de qualquer forma, seja com apoio da base governista ou da oposição.
Ao ver que a poderosa família Bezerra Coelho é a de operação da polícia federal, Marília dá a largada na corrida eleitoral, mostrando que não fará nenhum jogo com a oposição, esticando a corda no palanque da oposição.
Do outro lado deste cabo de guerra, quem está é o PT do senador Humberto Costa, que conta com a força de Lula e pressiona nos bastidores do poder para uma decisão sobre a formação do palanque da oposição.
Quem batalha por uma destas vagas nos bastidores do poder é o ministro Sílvio Costa Filho, do Republicanos, partido de extrema-direita com forte base religiosa e também conta com a força de Lula.
João Campos deve deixar sua definição mais clara para o eleitor e tem como maior desafio manter a oposição unida.